Movidos pela necessidade de se adequarem à gestão correta dos resíduos sólidos urbanos, seis municípios vizinhos entre si, localizados no sul do Estado de Santa Catarina (Cocal do Sul, Lauro Muller, Morro da Fumaça, Orleans, Treviso e Urussanga), instituíram um consórcio denominado CIRSURES (Consórcio Intermunicipal de Resíduos Sólidos Urbanos da Região Sul). Segundo a análise realizada no projeto, o objetivo será de solucionar os problemas relacionados a gestão dos resíduos urbanos produzidos nos municípios integrantes do consórcio.

A viabilidade de eventos que impulsionam a economia dos municípios está diretamente ligada a uma política ambiental que vem sendo desenvolvida com a implantação de um sistema de coleta seletiva de lixo, educação ambiental e implantação de aterros sanitários.

Através de um diagnóstico preliminar, as características de cada município permitem compreender a dimensão dos problemas, bem como tratá-los de acordo com as respectivas realidades locais.

Diante da formalização do CIRSURES, os municípios integrantes escolheram Urussanga como o local para ser implantado o aterro sanitário, recebendo, conseqüentemente, os resíduos sólidos dos demais. Portanto, os atuais lixões destes municípios, inclusive de Urussanga, deverão ser desativados e recuperados.

Para a escolha da área foram considerados no projeto os critérios da ABNT e da Política Nacional Para os Resíduos Sólidos Urbanos, procurando estabelecer a adoção das técnicas atuais, aliados aos novos conceitos de técnicas racionalizantes. O apoio da FATMA foi fundamental, da escolha da área até a sua instalação, através de concessão de uma licença prévia. Alguns critérios foram levados em consideração, além dos exigidos na escolha do terreno, entre eles:

 Que a área esteja mais próxima da cidade, promovendo a racionalidade dos custos;

 Que esteja mais próxima dos mercados de reciclagem;

  Que supra a expansão positiva e os terrenos para projetos especiais (incinerador móvel, para a adequação e transferência de embalagens de agrotóxicos perigosos, inertes recicláveis ou reutilizáveis, orgânicos aproveitáveis, e inclusive para radioativos, acumuladores, etc.), sem que acarretem perigo à humanidade e à natureza;

Utilização de uma área de degradação ambiental provocada pela mineração de carvão, para promover a sua recuperação durante a utilização como aterro sanitário, em função da estabilização do pH (ácido da mineração e básico do chorume);

 Escolha de um terreno cujo solo seja compatível com o projeto de um aterro sanitário e que não tenha contato com o lençol freático;

 Área de fácil acesso aos caminhões e máquinas;

 Levar em consideração a proximidade de rios e banhados.

O projeto levará em consideração a vida útil, o tipo, a quantidade e a freqüência de deposição dos resíduos sólidos os tipos de resíduos gerados são fatores importantes para que seja dada a correta destinação final, ou seja, qual o percentual destes podem ser reciclados ou enterrados, utilizados como fertilizante e incinerados. Da quantidade destes produtos e da freqüência, será dimensionado o número de trabalhadores necessários bem como a quantidade dos equipamentos a implantar.

Todos estes fatores serão importantes para o correto aproveitamento do terreno destinado ao aterro sanitário. Será efetuado um trabalho de infra-estrutura, necessária ao terreno sanitário, como: Cercamento, terraplenagem, impermeabilização do solo, drenagem e lagoas de estabilização. Com a finalidade de otimizar a funcionabilidade do sistema de coleta adotado, o local destinado à triagem de materiais recicláveis, será instalado na mesma área destinada ao terreno sanitário.

A recuperação dos lixões acontecerá no decorrer da implantação deste projeto, visando minimizar os efeitos negativos sobre o meio ambiente, degradados pela deposição dos resíduos sólidos. A recuperação dar-se-á através de projetos a serão elaborados e posteriormente implantados mediante estudos que indiquem a melhor forma de recuperação para cada caso apresentado. Durante o diagnóstico prévio realizado para a elaboração deste projeto, quantificou-se em dezesseis hectares as áreas a serem recuperadas.

Ao definir o funcionamento da usina de triagem e reciclagem de lixo, as pessoas encontradas agora trabalhando nos lixões, serão chamadas para a realização de um cadastro e posteriormente para reuniões onde serão informadas sobre a coleta de lixo que será realizada, os objetivos e funcionamento da referida usina. O plano social básico proposto por este projeto visa possibilitar outras habilidades profissionais aos catadores de lixo de cada município cujo sistema de lixão será desativado, para que possam dedicar-se a outra profissão, caso não queiram ser recolocados no futuro aterro sanitário do consórcio. No período em que é aguardado o início da atividade da usina, os catadores podem continuar executando seus trabalhos de triagem, ao mesmo tempo em que serão preparados para desenvolver uma nova função, compromisso social assumido pelas administrações públicas nas oportunidades de trabalho às famílias de catadores de lixo. Neste sentido, foi estabelecido um convênio com a EPAGRI, que oferecerá cursos profissionalizantes e treinamentos. As prefeituras comprometeram-se também em engajar estes trabalhadores nas atividades de produção de mudas nos hortos florestais.